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Antes mesmo do início das Olimpíadas de Pequim, que ocorre no próximo dia 6 de agosto, vale reforçar a já tão comentada afirmativa de que o Brasil é um campeão olímpico.
E com certeza o é. Deixando de lado os atletas milionários que dispõe de todos os recursos para manter a forma e aprimorar sua técnica, deixando de lado também as modalidades que gozam de gordos patrocínios, o que sobra são homens e mulheres que além de lutar pela sua sobrevivência – e muitas vezes pela sobrevivência de toda a família -, ainda encontram forças, disposição e determinação para superar barreiras, preconceitos e dificuldades, para, praticando esporte, defender as cores de nossa Bandeira.
São atletas que alcançam o topo de sua plenitude sem local e equipamento adequados para treinar, necessitando da ajuda de amigos e parentes, interrompendo sonhos profissionais e pessoais, para alcançar o índice olímpico e realizar o sonho de compor a delegação brasileira.
Anônimos, verdadeiramente esquecidos pelo próprio país, aceitam a responsabilidade que remonta a história olímpica do Brasil em manter, não apenas a participação de sua modalidade nos Jogos, mas principalmente, por alcançar resultados que comprovem o alto nível do esporte brasileiro, obtendo índices que o mantenham entre as grandes potencias esportivas de todo o Mundo.
Longe dos holofotes e dos flashes, esses atletas brilham com luz própria. E se não são lembrados e reconhecidos pelos seus feitos, ao menos guardam no peito o orgulho de defender, em terras estrangeiras, a sua nação. Boa sorte, Brasil!
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